domingo, 27 de novembro de 2016

Eu e Elis


Enquanto consumidora de cinema, procuro não me aprofundar em textos e comentários sobre a "crítica especializada" no assunto.
No máximo, entrevistas e off para acompanhar gravações e perceber algumas curiosidades...

A primeira notificação via mídia que vi em relação ao filme "Elis" veio do Pedro Mariano, elogiando a atuação da Andreia Horta no papel da Elis Regina.

Pensei logo, "Que paia! Engessaram a Pimentinha então"
Porque né? Quem vai dizer que minha mãe era teimosa, pavio curto e eu ainda vou elogiar??
Em seguida, vi o Caco Ciocler comentando que Cesar Camargo não só aprovou a forma como ele levou o personagem, como ELOGIOU a atuação.
Novamente pensei : Quando a família aprova, é paia! vai ser mais um artista puritano endeusado pela Globo Films, vide Tim Maia e Juscelino Kubitschek...

Independente disso, nos meus sonhos mais lindos eu iria ao cinema no dia da estreia, conferir de perto a película de uma das "mulheres loucas" que admiro nesse país. Tem Leila Diniz, Rita Lee e a nova geração... mas Elis interpreta a música que eu acho mais linda da nossa MPB, então já viu!
"Flal, tua cantora favorita não é a Leila Pinheiro?"
É! Mas estou aqui para falar de Elis...

Infelizmente não foi dessa vez que participei da estréia. Por motivos de saúde e acadêmicos, nem quinta, nem sexta nem sábado!
Epa! No domingo eu bati o pé alá Pimentinha e fui sim assistir Elis na telona!! Já sabendo que não ia conferir nem metade da metade da biografia. Por né? São mídias diferentes...

Cheguei quase atrasada mas consegui comprar na máquina express.
Não fosse a fome, fila para a pipoca e falta de pão de queijo na bomboniere do Cinema, daria um brinde à sociedade em midiatização!!


Andreia Horta interpretando Elis Regina. Imagem do Google.


Minha grata surpresa foi saber que o filme dá importância ao mal estar dela com o Henfil (se isso tem no trailer, eu não vi!).
As pazes não poderia ter um comentário melhor: "Puta que pariu"!
Tem coração no corpo de alguém que não se emocione com "O bêbado e a equilibrista"?
(Claramente estou falando do coração engajado. Os que são massa de manobra é outra história...)

Elis é intensa, birrenta, polêmica, treteira, faz disco de Frank Sinatra voar... E isso está muito bem representado no filme.
Pedro Mariado só reforçou que todo o apreço que tenho a ele não é em vão. Assim como a mãe, ele é autêntico!

Apesar do play back, Andreia Horta arrasou sim na interpretação. Assim como Elis arrasou na vida.
A morte por overdose foi romantizada no filme. Mas o mundo precisa de leveza né?
Ou não!
Você não sente e nem vê mas eu não posso deixar de te dizer, meu amigo!!
Elis interpreta Belchior, e isso também está no filme.
E não, não somente em "Como nossos pais".
Acompanhem até o final que verão o show de duas mulheres incríveis!!
E sim!
Sim!
Sim!
Definitivamente, Maria Rita tem a voz da mãe! rs

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